
Palmarés 2026 - Habitação unifamiliar - Pedro por su casa
Menção Palmarés 2026 - Habitação unifamiliar - Pedro por su casa
Janelas de batente SOLEAL Next 65 versão mínima, sistema de cobertura TENTAL
- ArquitetoSERRANO + BAQUERO
- Ano2026
- FotógrafoFernando Alda
- Fabricante/InstaladorLópez Soto
- CidadeGranada
- PaísSpain
“Este projeto é um exercício de contenção volumétrica e convicção tectónica. Ao impor um volume monolítico numa encosta fragmentada e heterogénea, a arquitetura consegue ser, simultaneamente, austera e expressiva, criando uma presença territorial que se afirma através da economia do gesto e da coerência entre forma, material e implantação.”
A casa parte de uma geometria difícil: um triângulo retângulo escaleno, com lados muito desiguais — o maior com 75 metros e o menor com apenas 17 — e com uma forte inclinação, onde a regulamentação reduzia ao mínimo a superfície edificável. Apesar destas restrições, o proprietário, Pedro, apostou no projeto, que responde com uma intervenção precisa: um volume compacto de oito metros de lado, incrustado na encosta. A habitação situa-se no único ponto mais largo do terreno, libertando o restante da parcela como paisagem natural. Uma peça contínua de betão articula o acesso à casa, mais recolhida e elevada, o tanque e a gruta destinada aos cães que ali vivem. O tanque funciona como plataforma, miradouro, lugar de encontro e limite entre o construído e o selvagem. A partir do interior, um grande vão orientado a este abre a casa ao vale e à luz da madrugada. A secção interior esvazia-se para criar uma zona superior mais íntima, destinada ao descanso e ao trabalho. A iluminação zenital e a ventilação cruzada dinamizam a vida interior, apesar da orientação a norte do vale. Sem vedar nem impor limites, a casa mantém a continuidade do terreno e das suas dinâmicas prévias. O resultado é uma arquitetura mínima e precisa, capaz de habitar a encosta com naturalidade, como Pedro por su casa.
CRITÉRIOS SUSTENTÁVEIS A compacidade do volume construído e o isolamento térmico superior ao exigido pela regulamentação contribuem para a conservação do calor num clima de inverno rigoroso. O ciclo da água é melhorado através de soluções de plantação e rega de baixo consumo, bem como da reutilização da água da chuva. A certificação energética atinge a categoria A no consumo de energia primária, nas emissões de dióxido de carbono e nas necessidades de arrefecimento, contando a habitação com um sistema de produção de energia fotovoltaica.